domingo, 19 de junho de 2016

Infiatio

A voz que ecoa
Não é grito
Não é dor

A infâmia
Toma conta
Jaz insone
Entre a tormenta
E os verões

Vede a tua sina
E lamenta
Os sorrisos poupados
os risos ansiosos
ensurdecedores.

Da tua pele morta
brotam desejos
igualmente mortos.

E como choras!

Queria ver
Estas luzes
Navegando
Em noites escuras
De mares turbulentos

Quiçá compreendesse
O porquê
de mãos tão frias
me estender.

Lis 15/06/16